Company of Heros: Vença a Segunda Guerra Mundial em Companhia de Heróis

Company of Heros: Vença a Segunda Guerra Mundial em Companhia de Heróis

De todos os importantes períodos históricos retratados no universo dos games, nenhum é tão recorrente quanto a Segunda Guerra Mundial. Dezenas de títulos inspirados nos principais acontecimentos ocorridos entre 1939 e 1945 foram lançados apenas nos últimos tempos, cobrindo desde batalhas aéreas (Blazing Angels: Squadrons of WWII e Wings of Power II: WWII Fighters) e ação em primeira pessoa (a aclamada série Brothers in Arms), até jogos de tabuleiros (Lux Delux, similar ao clássico War) e os simuladores de batalhas entre tanques (WWII Battle Tanks: T-34 vs Tiger), entre outros.

Contudo, o único gênero que consegue capturar todas as nuances de um período de guerra é o de estratégia em tempo real, colocando o jogador para assumir o papel de um astuto estrategista que deve saber como lidar com as mais variadas adversidades geradas nas frentes de batalha. E o mais relevante título a integrar recentemente o gênero, o premiado Company of Heroes, não somente demonstra isso, como ultrapassa várias barreiras, introduzindo uma série de inovações até então pouco vistas em jogos do mesmo estilo.

Inspirado nos acontecimentos vivenciados pelo agrupamento militar norte americano Able Company, a jornada tem como ponto de partida o dia 6 de junho de 1944, marco histórico que ficou conhecido como o Dia-D . Visando reconquistar a Europa Ocidental –e iniciar a queda do regime nazista—, quase 3 milhões de tropas aliadas são enviadas para invadir a Normandia, região localizada ao norte da França e até então ocupada pelos alemães.

No comando dos aliados está o jogador, que, após um dramático e bem-produzido vídeo de introdução que relata todos os acontecimentos marcantes desse dia, tem as suas habilidades postas à prova logo na primeira tarefa, tendo que saber como lidar com o massivo contra-ataque dos alemães aos incessantes bombardeios navais e ataques aéreos.

Em um ambiente extremamente hostil e com poucos esconderijos para proteger as tropas da linha de fogo, será preciso deslocar 25 soldados para a região costeira e destruir –ou neutralizar—o forte armamento inimigo, permitindo a entrada do restante do exército sem que haja novas baixas. O elemento sorte está totalmente descartado em todo o desenrolar do jogo, e é preciso saber como lidar com cada uma das habilidades individuais das tropas para obter o tão esperado sucesso nas missões. Por exemplo, ainda nesse primeiro momento, após chegar à costa, desloque um franco atirador até as proximidades da metralhadora encarregada de manter os soldados longe de uma das entradas e desfira um ataque aos seus operadores. Por estar camuflado, ele não será percebido caso seja mantida uma distância razoável. Em seguida, comande alguns engenheiros para cortar o arame farpado e, após invadir cautelosamente a porção mais alta da região, use-os para lançar bombas nos abrigos para impedir o surgimento de novos adversários. Conquiste o restante do terreno se livrando dos encarregados pelas demais metralhadoras, e use sempre a cobertura dos outros soldados para são ser surpreendido.

Os armamentos abandonados pelos adversários e que não forem destruídos durante as operações também podem ser utilizados a seu favor, aumentando instantaneamente o poder bélico das suas tropas. As dicas que surgem ao posicionar o cursor do mouse em determinadas áreas do cenário esporadicamente dão boas dicas sobre como proceder, e os diálogos entre os soldados podem indicar a melhor tropa a ser destacada para completar um serviço. Pequenos detalhes como esses não devem ser ignorados, podendo ser de grande valia para vencer as batalhas localizadas em regiões que estão sendo exploradas pela primeira vez.

Um elemento decisivo para obter êxito nas 15 missões oferecidas pelo jogo é a inovadora forma com que são obtidos os recursos para manter as tropas numerosas e constantemente equipadas. Ao invés de se concentrar apenas nos pontos de experiência conquistados pelo jogador, método utilizado pela maioria dos jogos do gênero, é preciso levar em conta três variáveis que influenciarão diretamente nas batalhas futuras: o efetivo militar, que indica a quantidade de tropas que podem ser destacadas em campo simultaneamente; a munição, que além de equipar os soldados, serve para atualizar os armamentos e destravar as habilidades especiais; e o combustível, que determina os veículos que podem ser empregados nos conflitos e as melhorias a serem realizadas nos acampamentos.

Todos os três valores são regidos por um engenhoso sistema baseado na conquista de pontos estratégicos do mapa, cada um com a oferta específica de recursos e que inicialmente estão em poder dos adversários. Com isso, além de precisar ir literalmente à luta para sustentar a sua tropa, será preciso quebrar a cabeça quando for preciso equilibrar os parcos recursos em algumas missões.

Outro destaque de Company of Heroes é a sua apresentação. Graças ao sofisticado mecanismo gráfico desenvolvido pela Relic, que para produzir efeitos visuais realísticos trabalhou em conjunto com a NVIDIA para explorar ao máximo os recursos das placas de vídeo mais recentes, é possível perceber os cenários nos seus mínimos detalhes, não importando se a câmera está acima dos ombros de um soldado ou exibindo as amplas redondezas de um território. O excelente sistema de áudio proporciona momentos de intensa emoção durante as batalhas mais dramáticas, e o uso da tecnologia Havok, responsável pela simulação física realística, confere uma autenticidade sem precedentes às ações em campo, como destruição de construções e o lançamento de soldados ao serem atingidos por bombas e minas. A narração dos acontecimentos, feitos a partir de bem-produzidas sequências de animação que mesclam fatos históricos com os próximos objetivos da missão, também merece destaque por contribuir positivamente na ambientação do jogador.

E além do modo campanha, com objetivos bem definidos e lineares, estão incluídas também as modalidade batalha individual contra o computador e as sempre competitivas partidas em rede. Satisfazendo todas as espectativas, “Company of Heroes” eleva todos os padrões do jogos do gênero, e é possivelmente um dos melhores jogos inspirados na Segunda Guerra Mundial a ser lançado para os PCs.

Requisitos

Mesmo sendo produzido em conjunto com a NVIDIA, o jogo é compatível com as placas de vídeo de outros fabricantes que sejam compatíveis com o DirectX 9.0c, que ofereça suporte nativo ao Pixel Shader 1.1 e tenha 64MB. Também é necessário um processador Pentium 4 de 2Ghz ou equivalente, 512MB de RAM, drive de DVD-ROM e 6.5GB de espaço livre no HD. A versão de demonstração pode ser obtida nesse endereço.